Prefeito e Governador não participam de coletiva da Parada LGBT de São Paulo

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Aconteceu nesta segunda-feira (28) a coletiva de imprensa que antecede a 22ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Além da importância representativa e da luta por direitos civis, o evento e um dos que mais injetam dinheiro no estado e na cidade de São Paulo.

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Ainda assim, o prefeito Bruno Covas e o governador Márcio França não estiveram presentes na coletiva, o que costuma ser comum e era esperado por estarmos em ano eleitoral. Ambos assumiram depois que João Dória e Geraldo Alckmin deixaram os cargos para concorrer as eleições de outubro.

Representantes

Márcio Fernando Elias Rosa, Secretário da Justiça e Defesa da Cidadania foi o responsável por representar o governador – o que já havia feito no ano anterior quando Alckmin também não participou.

“A verdadeira democracia, a real democracia, não é feita pela vontade da maioria, mas pelo efetivo respeito das minorias”, argumentou o secretário ao falar da Parada.

Ele acrescentou que vê com pesar o ódio que as pessoas têm desenvolvido pela política e disse que o Brasil enfrenta um período conservador e de retirada de direitos, mas que os conservadores não conseguiram seguir diante da resistência de movimentos organizados.

Representando a prefeitura, Eloísa Arruda, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, argumentou que “quanto mais conservadora for uma sociedade, mais afastada ela estará dos direitos humanos”.

Arruda também defendeu que apesar de não estar presente, o prefeito Bruno Covas mostrou comprometimento com as causas LGBTQ ao assinar dois recentes em favor desta população.

Ano eleitoral

O tema da Parada LGBT de São Paulo é “Poder para LGBTI+, nosso voto, nossa voz” e desde já ficou claro que dificilmente teremos espaço na agenda do prefeito ou do governador.

Basta que mantenhamos essas ausências frescas em nossa memória na hora de registrar alguns votos.

São esperadas 4 milhões de pessoas na Avenida Paulista para a Parada.

 

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