Em ano eleitoral, Alckmin veta lei contra homofobia

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Alckmin concorrerá à presidência da república em 2018 (Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

Geraldo Alckmin, que é pré-candidato a presidência da república, mostrou que não está muito comprometido com a população LGBTQ+. Ele vetou uma lei contra homofobia nos estádios. Atualmente, Alckmin é governador do estado de São Paulo pelo PSDB.

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O Projeto de Lei nº 1100/2017 previa punições em dinheiro para torcedores e times por atos homofóbicos e racistas e estádios de futebol. Poderia ser o fim dos gritos de “bicha” durante alguns jogos e o começo de um ambiente menos hostil para população LGBTQ+ que gosta de futebol.

A PL é de autoria de Edmir Chedid (DEM-SP) e já tinha sido aprovada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais da Assembleia Legislativa de São Paulo e também pela câmara dos deputados.

A justificativa dada por Alckmin para vetar a PL 1100/2017 em sua última semana como governador de São Paulo foi de que o artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva já não permite atos racistas ou de discriminação contra idosos e deficientes físicos em campo. Não existe, no entanto, uma única linha que coíba atos homofóbicos.

Em 2014, durante a coletiva de imprensa da 18ª Parada LGBT de São Paulo, Geraldo Alckmin se comprometeu a inaugurar na Avenida Paulista, número 1919, o Museu da Diversidade, que seria uma versão maior e melhorada do que já existe na estação república do metrô. Ele havia dito que seria “um legado contra homofobia”.

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