Polícia do Egito usa apps de encontro para prender gays

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O cerco está se fechando para pessoas LGBT+ no Egito. A polícia está usando apps de encontro para prender e espancar gays. Uma reportagem do The Verge mostra que usuários do Grindr, Hornet e Growler estão sendo emboscados, chantageados, agredidos e submetidos a um exame anal.

+ Gordofobia é uma das maiores discriminação em apps de encontro

Firas, um homossexual que nasceu no Egito, conseguiu fugir do país depois de passar 11 semanas com as autoridades. Ele foi atraído por policiais através de apps de encontro, capturado e mantido preso.

“Me espancaram e me insultaram com os piores nomes que você pode imaginar. Eu tentei resistir que me amarrassem, mas vi um homem saindo de uma perua da polícia com o cassetete na mão e com medo de ser atingido no rosto, eu cedi”, contou Firas ao The Verge.

A perseguição aumentou muito a partir de 2013, quando Abdel Fattah el-Sisi assumiu a presidência do Egito.

A prática das autoridades não é novidade. Em 2014, o Grindr orientou os usuários do país a manter o perfil mais privado possível. O app, inclusive, permite que os egípcios mudem o ícone para que consigam aumentar a privacidade.

Propaganda gay

Seguindo os passos da Rússia, o Egito instaurou em 2017 uma lei que proíbe a “propaganda gay”. Em outubro do mesmo ano, a polícia invadiu casas e prendeu 60 pessoas LGBT.

A homossexualidade é uma doença e uma desgraça que ficaria melhor escondida da vista e não promovida para disseminação até que seja tratada e sua desgraça removida”, diz parte do texto.

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