Homem tortura e mata enteado de 8 anos porque ele “parecia gay”

Começou na última segunda-feira, na Califórnia, o julgamento de um homem que torturou e matou um menino de 8 anos porque ele “parecia gay”.

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Isauro Aguirre, de 32 anos, está sendo julgado separadamente de Pearl Fernandez, mãe de Gabriel Fernández, mas a justiça diz que ela também torturou o garoto.

O promotor Jon Hatami contou com detalhes as torturas sofridas pela criança. Durante as declarações de abertura ele revelou detalhes dos últimos dia de Gabriel em maio 2013.

Ele também alega que o réu maltratava a criança por ele agir como gay por causa dos trejeitos que ele supostamente tinha.

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Além dos abusos físicos, Isauro obrigou o menino a ir a escola vestindo roupas femininas.

Múltiplos traumas

De acordo com o paramédico do Departamento de Bombeiros do Condado de Los Angeles, James Cermak, Gabriel foi encontrado com “uma quantidade inacreditável de traumas” pelo corpo.

O menino foi queimado com cigarros, enforcado, amordaçado, chicoteado e ainda levou tiros. A causa da morte foi uma parada cardíaca.

Defesa assume assassinato, mas nega tortura

John Allan, advogado de defesa, reconheceu que o réu matou o menino, mas disse que as acusações de tortura são mentirosas.

“Apesar do horrível abuso, Isauro nunca quis que Gabriel morresse”.

A defesa alega ainda que Isauro agrediu o menino num acesso de raiva quando ele pediu para que a mãe deixasse o namorado.

Sobre o Autor

Renan Oliveira
Renan Oliveira
Renan um é jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.

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