Exclusivo: Jaloo fala sobre esteriótipos em apps e experiência em Parada LGBT

O cantor e produtor musical Jaloo, que foi a primeira atração do palco principal do Milkshake Festival na última sexta-feira (15), concedeu uma entrevista para o Dentro Do Meio falou sobre esteriótipos em apps de encontro e também sobre a Parada LGBT.

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Jaloo, que foi o artista mais atencioso, receptivo e amável com toda a imprensa durante as entrevistas, comentou a nossa pesquisa sobre discriminação em apps de encontro. Ele revelou que geralmente se arrepende de usar este artifício para conhecer pessoas novas.

“Aplicativos são feitos de esteriótipos. Lá a gente não está muito preocupado se as pessoas são amorosas, educadas e sinceras. É mais sobre corpos. Eu já usei aplicativos e hoje dia eu tento muito não usar. É difícil, às vezes a gente tá precisado e baixa, mas geralmente eu acabo me arrependendo” comenta.

O cantor, que não pode participar da Parada LGBT deste ano por conta de um compromisso num festival LGBT no Espirito Santo, disse que a primeira experiência que teve com a Parada de São Paulo foi simplesmente apaixonante.

“Eu nunca senti tanto amor e tanta energia gostosa. Tenho uma lembrança muito positiva e muito boa. Foi a primeira que participei. Geralmente eu não vou. A gente fica preocupado de não ser muito bem recebido ou de ser um carnaval fora de época como dizem, mas eu fui de coração aberto e meu coração só se abriu mais”, contou ele.

Jaloo ainda revelou que gostaria de fazer uma parceria com o grupo Hércules & Love Afair, que foi a única atração internacional do palco principal do Milkshake Festival. “Todo mundo que tá no line up tem um convite aberto para trabalhar comigo, mas como produtor que sou, tenho que dizer que eu adoraria trabalhar com Hércules & Love Afair”, finalizou o cantor dizendo o nome dos integrantes com um sotaque gringo e brincando “desculpa, eu não fui alfabetizado em inglês”.

Sobre o Autor

Renan Oliveira
Renan Oliveira
Renan um é jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.

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