Por falta de inscritos, Prêmio Sexy Hot não elege melhor cena gay do ano

Foto: Divulgação

Aconteceu na noite da última terça-feira (6), em Pinheiros (SP), o 4° Prêmio Sexy Hot. Considerado o Oscar do pornô nacional, a premiação não teve o número necessário de inscritos na categoria Melhor Cena Homo Masculina.

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Antes da entrega dos troféus, a atriz Fabi Thompson, a mais indicada deste ano, chegou a declarar ao jornal Folha de São Paulo que “falta homem hétero no mercado pornô”, mas mesmo com o desfalque apontado pela estrela houve premiação para Melhor Ator Hétero.

O evento tem se esforçado para incluir LGBT+ nas categorias. Este ano, o Prêmio Sexy Hot contou com Pabllo Vittar para entregar os troféus nas categorias Melhor Atriz Homo, Melhor Ator Homo e Revelação LGBT, no qual o ator Lukas Katter concorria.

“Infelizmente não tivemos inscritos o suficiente para essa categoria (Melhor Cena Homo Masculina). Produtoras, inscrevam seus filmes. Queremos premiar os meninos também”, disse Léo Jaime durante a apresentação.

Pânico na TV esbanja transfobia e homofobia

A equipe do Pânico na TV também​ esteve presente para cobrir o evento. Eles recepcionam atores e atrizes antes do tapete vermelho.

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As piadas, no entanto, apelavam para mais pura discriminação. Durante os poucos minutos que estivemos a palavra “traveco” foi ouvida pelo menos quatro vezes.

Comentários sobre sexo anal, sempre em tom perjorativo, foram feitos com homens heterossexuais numa tentativa ridícula de diminuí-los.

Sobre o Autor

Renan Oliveira
Renan Oliveira
Renan um é jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.

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